terça-feira, 25 de agosto de 2009

26 de Agosto




Quero te contar uma coisa =)

É o que penso e não preciso dizer. É o que revelo com o olhar. É uma das coisas que me aquece o coração, que completa essa tua perfeição. É o que falta te dizer, é o que falta saberes, em toda a extensão da sua realidade. É que me orgulho de ti.

Tu sabes que me deixas contente, de piadas a brincadeiras, a boa disposição.
Tu sabes que eu te amo, porque te digo, porque te mostro, porque não à força que o possa abalar.

Quero também que saibas o orgulho que me transmites.
Pelas tuas conquistas individuais e pelo que lutas eu me orgulho e te apoio. As tuas vitórias são as minhas.
De todos os teus maneirismos especiais, pois fazem de ti única e simplesmente adorável.
De como tratas os outros, sempre simpática, sempre atenta, sempre com bondade no coração.
Do teu juízo, que me mostra tanto a tua opinião, como por vezes me ajuda a corrigir a minha.
Dos teus conhecimentos, que me dão a conhecer coisas novas e que eu adoro aprender.
Da tua dignidade, porque ao te respeitares, eu te respeito e isso é muito importante para mim.
Da tua força, quando a minha falta. Do teu encorajamento quando o meu fraqueja.
De todo o esforço que fazes para que a minha vida e a nossa vida sejam perfeitas. Sabe tão bem ser uma pessoa amada e tu fá-lo a cada gesto e cada palavra, a cada beijo e cada olhar.

Eu também me orgulho de mim próprio =).
De te ajudar quando precisas, no limite das minha habilidades.
De ter uma namorada tão fofinha =)
De partilhar pensamentos contigo e te ajudar a escolher a melhor solução.
De partilhar os meus conhecimentos e dar-te a conhecer as minhas vivências.
De te dar força quando tu precisas, a coragem para enfrentares os muros que se apresentam e a não desistir.

Fazes de mim uma pessoa melhor, uma pessoa amada e disposta a amar, sem seguranças nem medos e com força para lutar contra o futuro, seja ele qual for. Da forma que tu me complementas, eu te complemento. Da forma que me apoias, eu te apoio. Da forma que existes para mim, eu existo para ti.

És a minha cara-metade.
És o meu amor.
És o meu sonho.
És a minha metade.
És a mulher da minha vida.
És a minha Bárbara, a minha Babi, a minha Bebé =D

Fazes-me sentir amado, orgulhoso e Feliz =’D
Amo-te Bárbara @@@@@

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O maior


Existe sempre o maior em qualquer lado não é?
O maior do grupo, o maior da escola, o maior da aldeia...
Existe sempre o indivíduo que deseja impôr os seus costumes, a sua vontade e como objectivo final, firmar a sua existência junto de um grupo de pessoas.
De forma a ser notado e reconhecido, o indivíduo pode optar pela postura "agressiva" e fazer coisas brutas (geralmente homens cheios de testosterona), intriguista e falsa (geralmente mulheres), engraçada (piadas parvas, ofensivas ou simples macacadas), empenhada (ser o melhor em determinado tópico para assegurar dominância e se poder gabar sobre isso), simplesmente convencida (acha-se melhor que os outros quando nem é dos melhores seja no que for), ou ainda rebarbada (quem faz mais sexo, quem faz as coisas mais malucas, etc..).

Tantas não é? Muitas mais haverão.
Motivos? Muitos e variados... vou esboçar uma pequena explicação.

Desde os primórdios dos homens das cavernas... antepassados de algumas pessoas.. eu não, eu vim do planeta krypton, de uma raça super avançada numa cápsula criogénica! (viram o que acabei de fazer?)
... que o ser humano, como convenhamos todas as espécies animais, se organiza em grupos de indivíduos, comandados por um líder. Essa mentalidade foi transferida de geração em geração, para os gladiadores das arenas, os bárbaros sanguinários, os conquistadores de novos mundos, os cientistas renomeados, o desportista famoso ou apenas o gajo muito rico.

Não me querendo afastar do cerne da questão, existem vários tipos de líderes, no entanto, o que está em causa é a forma como estes lidam com a sua posição e ainda, a forma como cada um forçou essa posição aos outros, "subindo" na percepção dos outros através de uma qualquer forma das atrás mencionadas ou outras.

Enquanto cada um possa ter maior ou menor propensão para tal, a verdade é que a vontade de sermos reconhecidos é como uma comichão que não passa e a certa altura todos temos que coçar. Seja qual for o papel que desejemos interpretar, é sempre gostosa a sensação de poder, de reconhecimento e de satisfação própria.

Todos nós em algum momento desejamos ser o maior.
A humildade não passa de uma mentira, as pessoas são humildes para esconder o facto de não serem capazes ou não terem vontade de anunciarem a sua proficiência em qualquer assunto. O que é bom, porque senão éramos todos uma cambada de egoístas...

Eu tento ser humilde... mas de vez em quando é bom ser o maior.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O romance


Por que razão é um romance tão apelativo e fascinante?

O ser humano é um ser que está muito ligado aos sentimentos. Um romance é uma poderosa ferramenta para trazer à tona alguns desses sentimentos. Sentimentos que desejamos, que aceitamos, que gostamos.Positivos ou negativos, são sentimentos que queremos que nos envolvam, pois conscientemente, já sabemos que eles estarão lá.

Um romance por definição é a interacção de duas pessoas que eventualmente têm um final feliz. Generalizando, tem um final anunciado e é isso que a pessoa procura quando o lê. Página atrás de página até chegar a uma conclusão.
No entanto, não é pelo final que a pessoa lê o livro. É o objectivo final sim, mas é pela viagem que este lhe proporciona que uma pessoa lê um romance.
É pela ignorância do leitor que a história se desenvolve. Por querer saber para onde está a ir e desfrutar o caminho por onde está a ser levado.

Que sentimentos podem ser evocados?
Fascínio pelo lugar onde a acção se desenrola, pela descrição da paisagem que em último caso cria o desejo de a conhecer, para poder associar uma imagem ao conto de uma história especial que aconteceu apenas metafísicamente?
Interesse pela trama da história, pelo drama que pontua a inabilidade de chegar ao final desejado pelo autor e quiçá pelo leitor e como variadas personagens reagem aos acontecimentos que se desenrolam.

Qual a origem do interesse?
Poderá eventualmente ser pela disposição natural do leitor que "torce" pela personagem principal para que solucione os obstáculos à sua frente e consiga o seu tão desejado amor?
Porque é um leitor curioso e quer saber qual o final da história em particular?
Porque imagina o cenário em particular e deseja ser parte desse mundo, das circunstâncias que o definem, dos sentimentos que os personagens evocam um pelo outro?

Ou será que é porque o leitor se identifica com algum aspecto do personagem ou da situação em que se envolve?
A memória é uma coisa poderosa e associada a sentimentos. Ao ver o personagem passar por provações que o leitor passou, este pode "torcer" pelo personagem para que ele tome uma decisão certa e diferente que o leitor tomou, ou então amaldiçá-lo por tal. Ou pode "torcer" para que ele tome as decisões certas e consiga ultrapassar as mesmas provações que o leitor e igualmente sair-se vitorioso.
As reminicências de cada pessoa podem despoletar certos sentimentos passados ao ler um romance. Podem lembrar-nos de coisas que não fazemos à algum tempo e outras com as quais não lidámos por qualquer razão.
Um romance pode refrescar a memória, pode evocar lembraças de um casal jovem apaixonado a uma pessoa que ultrapassou esse estágio da sua vida e desejar essa chama perdida na sua vida, ou ser um jovem que está a viver essa fase e deseja ardentemente encontrar a pessoa indicada para lhe transmitir o mesmo calor e amor que é transmitido pelos personagens no designado romance.

Em suma e tremendamente influenciado por um romance que li recentemente e compulsivamente, me revi com uma história situada numa cultura diferente, com variantes diferentes, mas com a qual me identifiquei em parte pelo personagem principal, em parte pelo seu desejo último, que era o de conseguir o amor retribuído pela sua alma gémea e de construir uma vida em conjunto, com uma certa dose de inocência e bondade que também pauta o meu coração.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Recap

Testemunho de um semestre passado.

Muita palhaçada com os amigos.
Muito marranço e trabalhos de última hora.
As 3 cadeiras passadas.
Relações cá em casa com as flutuações normais.
Fui a tantos médicos que já podia abrir uma clínica.. >_>
Roupinhas novaaaas :P
Muitos animes, muitos filmes, muitas séries.
Os melhores tempos da minha vida junto da minha menina e companheira =D @

No geral, bastante bom =) e só quero que continue a melhorar =D

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mente

Varios vilões veridicamente venceram vários err.. vilões.

A vida não poderia estar a ser melhor e eu não mudo nem um pouco. Apenas envelheço e vou aprendendo.

Com uma diferença.. desta vez várias ideias ideias flutuam na minha mente levando-me a aspirações de genialidade.

E quase todas são para ti minha querida =D @@@@@

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Circo de Feras




Olhar-te nos olhos e cantar-te esta música com todo o amor que tenho dentro de mim, foi tanto arrepiante, como um momento fantástico que passei contigo. E senti-me simplesmente feliz.

Para ti meu amor @


A vida vai torta
Jamais se indireita
O azar persegue
Esconde-se á espreita

Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

Refrão:
Enquanto esperava no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)

Do modo que a vida
È um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas

Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

Refrão:
Enquando esperava no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Relato Paranormal

Antes de começar quero dizer que a minha casa de banho não é um pardieiro... o meu quarto é que é!

Bem.. dependendo da idade do prédio onde se encontra a vossa habitação, podem encontrar desde a ocasional mosca até à completa invasão de baratas.
Claro que se o vosso caso for o último, ou chamaram o exterminador ou andam a dar sapatadas em tudo o que mexe, logo não hão de ter muito tempo para ler este post... Mas podem lê-lo enquanto estão temporariamente realojados na casa de um familiar/amigo vosso.

A minha casa encontra-se no nível do ocasional mosquito quando o ananás prolonga a visita demasiado tempo cá em casa e.. os bixos rastejantes!

Sim, esses mesmos! Com uns pares de patas e rápidos o suficiente para fugirem ao meu ténis 42 Adidas feito com mão de obra infantil na China!

No entanto, não seria esse o problema com um pouco de maestria da minha parte. O problema desses bixos rastejantes, que segundo me dizem sobem através do esgoto, é que regra geral os encontro na casa de banho.

Novamente esse não seria um problema caso não acontecesse exactamente todas as vezes que tenho que.. urinar!

Coincidência ou não, vamos ver: Não me posso mexer para lhe dar uma pisadela ou borrifo a casa de banho toda.
Não posso interromper o que estou a fazer.
O Sacana anda ali às voltas a provocar-me e quando eu finalmente acabo, ele mete-se novamente no buraco por onde veio!

Daí a minha latente frustração e completo ódio daqueles... bixos rastejantes!


Este post foi vos trazidos por RAID. Mata baratas.. e também deve matar bixos rastejantes..

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Música vinda do coração

Letras de músicas são lames... mas quando há uma que parece certa para dedicar a uma pessoa querida, até se faz um esforço =D


Ana Carolina - "É isso aí"

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre

É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar


For you babe @

sábado, 9 de agosto de 2008

Curiosidade de Conversar

Períodos de extrema felicidade e completa desilusão.

Creio que todos nós representamos um tipo de pessoa. Mais. Um tipo de situação.
Aceitando que somos tudo menos unidimensionais e que temos vários aspectos da nossa personalidade aos quais acedemos conforme a situação, a verdade é que nós mesmos podemos definir a situação ou potenciá-la.
Nós mesmos ou as pessoas com quem nos encontramos representamos um determinado tipo de disposição que varia consoante os elementos que compõem o grupo.

Explicado por miúdos...

Um grupo em que existe um elemento com uma designação diferente das dos outros suscita curiosidade e leva a que os outros discutam o que conhecem sobre essa designação e procurem saber mais sobre esta.

Um atleta de, por exemplo, atletismo suscitará curiosidade sobre o seu plano de treinos, alimentação, resultados desportivos e conciliação com outros aspectos da sua vida.

O aspecto de uma pessoa suscitará curiosidade, onde se podem pôr à prova rótulos e compreender as motivações da pessoa para se vestir desse modo, seja ela gótica, hippie, chunga, etc.

Quanto a ideologias, pode ser o mais prazeiroso de discutir, pois temos visões diferentes ou parecidas sobre várias situações no mundo e argumentar faz com que criemos laços facilmente ou conheçamos uma nova abordagem ao assunto em questão.

As atitudes levam a um comportamento diferente, um comportamento em que não desejamos conhecer coisas novas, mas ficar embevecidos pelo clima criado, seja ele basofe, diversão, raiva sobre algo ou de pacata discussão.

Tal como num grupo de homens geralmente falar de futebol é um tema comum onde um indivíduo se pode imiscuir, quando um indivíduo tem uma determinada representação, o grupo pode vir a conhecer mais sobre essa realidade.


Nós tanto somos indivíduos multifacetados que procuram aprender novas coisas com novos indivíduos, como somos indivíduos que damos a conhecer uma parte nós e caracterizados como referência no assunto a ser debatido.
A favor ou contra, se o objectivo for conhecer e perceber, conversar com uma pessoa de motivações diferentes ou parecidas é sempre enriquecedor.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O jogo mais difícil do mundo



Para um dia de trabalho muito secante
Para encher o corpo de adrenalina
Para testar a paciência
Para testar quanto tempo jogam até irem buscar a caçadeira e rebentarem com o ecrã.
É divertido, é desafiador, aconselho a experimentar
PS: Vocês não vão chegar ao nível 30 *Wicked laughter

http://www.addictinggames.com/theworldshardestgame.html

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Tristeza

Hoje estou triste.

Porque partiste numa demanda na busca do arco-íris e me deixaste na escuridão, sem nada mais que um adeus.
Porque permaneces na escuridão e eu sobre uma luz que não brilha mais.
Porque o violino não toca mais a nossa canção.
Porque o ar é tudo o que consigo agora abraçar.
Porque me atormentas em sonhos, sabendo que estás no outro lado da Lua onde eu não te posso tocar.

Lamento os resultados da roda do destino, pois se tu sofres, eu sofro por ti.

Eternamente... vagueio

sábado, 12 de abril de 2008

Uma noite complicada

Entrei hoje de manhã
um bocado atrofiado
nem a chave consegui girar
nem aguentar no estômago o vomitado.

Cheguei mal
cheguei grogue
cheguei todo zonzo
Cheguei todo mal disposto
De estar a ouvir tocar o Gonzo

As pernas tremiam por todo lado
Portava-me que nem um palhaço
Não conseguia tar calado
Acordei a vizinha com um estardalhaço

Não fui eu, foi a planta
que se inclinou para cima de mim
Estava eu apenas a passar
a pensar na rosa, no lilás e no jasmim.

Oh que grande confusão
A velha é uma histérica
Não há homem que coma
Não há homem que açoite
Aquela velha pindérica.

Tudo estava a começar
Naquele maldito jantar de turma
Tínhamos que beber de penalti
Por cada refugiado no Darfur, Tibete e Burma.

Foi uma grande folia
Foi uma grande confusão
Debaixo da mesa escondia-se a Maria
Empoleirado no candeeiro gritava o Brunão.

O Francisco Figueiredo
Era o melhor surfista do mundo.
O Diogo dava-lhe uns toques
Mas ficava sempre em segundo.

Saímos para fora
Estava uma bela brisa e um céu estrelado
"Queremos beber!" gritou o Che
"Não te preocupes o Bairro Alto é logo ali ao lado"

Daí fomos de imperial em imperial
Tal tarzan em lianas
Quando chegámos ao Lux
Já estávamos todos bezanas.

Boys noize é hoje!
Exclamou o Egas exaltado
Música, gostosas
E muito bagaço marado

O Gonçalo travou amizades
com uma menina do balcão
No minuto seguinte estavam os dois agarrados
Transando na área da arrecadação

Onde estava eu?
Estava bem aconchegado
Sentado no sofá
A controlar todo aquele pecado.

Com um whisky cola
E uma coluna ao meu lado
Solucionando enigmas
Descobrindo qual o interruptor desligado.

A música a bombar
Estava então tudo bem
Só faltava a minha babe
Para estar no além.

Boys Noize acabaram
a sua música especial
Apludimos, gritámos
Insuspeitos de que estava para vir o mal.

Pegou na mesa de mistura
Aquele demónio de cabelo apaneleirado
Tava com os olhos vermelhos
Tava todo pastilhado.

Começou a mixar
Não sabia o que fazer
Todo mundo fez cara feia
Até a pontar da unha tava a doer.

Fugimos todos então
Com o sol a raiar
metemo-nos todos no carro da João
Tava um frio de rachar.

De então agora é um branco
Não me consigo lembrar
Só que aterrei neste belo prédio
De cabeça para o ar

Finalmente entro em casa
Com cara de poucos amigos
Os meus pais a saírem para o emprego
Ah tou mesmo bem fodido(s).

O que atrás foi referido em nada representa os pensamentos do autor, enquanto está sóbrio pelo menos...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ode à boa disposição

O nonsense

Forma irresponsável de não levar a vida com a seriedade devida, ou veículo de boa disposição na sua mais livre forma de expressão?

Eu abraço o nonsense, exagero por vezes mas sinto-me livre ao deixar a minha imaginação correr como uma gazela a fugir de um leão cinzento.

Porque não pensar porque é que o Capitão Roby não sofreu nenhuma tentativa de assassinato, já que se meteu com tantas mulheres casadas?

Porque não chegar ao pé de um grupo de amigos e recitar uma estrofe do Porco?

Porque não começar a dançar na rua ao som de uma música que está apenas e só na nossa cabeça.

Porque não gritar "You take no mushroom" ao matar ogres no WoW?

Porque não chegar ao pé de um grupo de raparigas e lhes perguntar se vêm o Lost?


Tão refrescante e motivador que é estar com pessoas que compreendem e partilham uma visão alternativa da realidade.
Tão desencorajador olhar para uma face e ver a sua recusa para abrir os horizontes, os músculos da cara a contraírem-se em uma carantonha de incompreensão, estranheza e "este gajo é masé maluco".
Essas pessoas representam o cinzento onde a sua imaginação não vai além de objectivos reais.


Cores vivas, paz, amor e felicidade.

4 8 15 16 23 42


=)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Poemas...

Inspirações são assim... vão e vêm... (as minhas fazem um interrail até voltarem >_>)

Gostava de dedicar este post a uma menina de quem eu gosto muito que me contou histórias sobre a vida académica e o tempo do antigamente e me enche a minha quota diária de escárnio e mal-dizer. Ela vagueia no mundo paralelo a que chamam de hi5 mas eu perdoo-a

Ela é uma menina que cresceu numa zona problemática do Paquistão mas conseguir chegar a Portugal num camião televisivo aquando das coberturas televisivas da guerra no Afeganistão.

Toda a gente lhe chama Mafalda, mas eu chamo-lhe Madrinha.

O porco

O porco ri
O porco chora
O porco sorri
O porco te adora.

O porco tem chouriço
O porco tem orelha
O porco é metediço
O porco olha-te de esguelha

O porco tem pernil
O porco banha
O porco não está senil
O porco ainda tem muita manha

O porco é matreiro
O porco é maroto
O porco é doentio
O porco é um escroto

O porco te acena
O porco te alicia
O porco está confiante
na sua malícia.


Disclaimer: nenhum objecto de borracha foi utilizado na concepção deste post.

terça-feira, 4 de março de 2008

A vegetação nas cidades.

Ouvir Sara Tavares enquanto lê este post aumenta consideravelmente a sua sensação de bem estar. (Varia de pessoa para pessoa, não recomendado a grávidas ou bebés com idade inferior a 18 meses).

É tão interessante ver uma nova urbanização a desenvolver-se... desde os buracos fundos para alicerçar os prédios, ao alcatroamento das estradas de acesso, ao empedrejamento das ruas onde as famílias irão andar, seja para passear à volta da urbanização, uma ida ao parque de diversões para os petizes ou os metros que distanciam a entrada da garagem da porta do seu lar.

Com uma nova urbanização vem um pedaço privacidade do emprego, do rebuliço do dia-a-dia, do mundo exterior. Vem o subúrbio onde os filhos podem ser protegidos do "fumo" da cidade e se divertirem com as outras crianças, desse subúrbio.

Temos então um lugar estéril, cheio de betão armado com algumas árvores plantadas para dar o efeito de vizinhança, onde em nada se difere de um outro prédio ou casa senão por estar mais recluso do rebuliço.

Mas divago...

Com as construções permanentes que observamos no dia-a-dia, vemos mais um prédio, centro comercial ou lar de idosos a ser construído. Mas... o que é que isso destroi?

Talvez por uma nostalgia estranha, vejo as vegetações, não as relvas e árvores todas alinhadas e bem tratadas, mas os arbustos selvagens e terrenos descampados como parte da história da cidade e ao vê-los ser sistematicamente substituídos por construções faz com que tenha um sentimento estranho dentro de mim.. Onde foi o terreno entre prédios onde jogava à bola? As vegetações selvagens de onde perdi algumas bolas e muitas horas a desbravar numa bela tarde de Verão?

Simples nostalgia, não contra o avanço do tempo.

Pensamento: Olhem à volta da vossa casa e procurem algum pedaço de vegetação que permaceça bravio. Depois olhem á volta. Não sentem o tempo a passar entre a vegetação e a urbanização? Não sentem que os prédios vieram invadir um espaço selvagem?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Budismo



Aqui fica uma ideia geral do Budismo, que ao lê-la. me tocou numa parte qualquer da minha alma, fazendo sentido como uma cerveja ao fim da tarde,

O sofrimento (conflito e stress) advém da ligação às coisas (giving a fuck) e só pode ser aliviado se nos desligarmos delas (not giving a fuck)

Imaginem por um momento o que aconteceria se, por todo o mundo, toda a gente deixasse de se importar. Sem mais guerras sagrentas entre religiões, nenhum desejo por poder, sem mais pessoas a matar os outroa por dinheiro, sem mais ódio, sem mais fanatismos.
Se todos nós permancessemos em um constante estado de calma, era possível criar uma utopia. Raiva só existe porque as pessoas dão a si próprias uma razão para estarem enraivecidas. Essa é a ideia por detrás do Budismo.

No entanto, de volta ao mundo real, é fácil perceber que as utopias só servem para nos fazer sonhar à noite e não pensar nas dificuldades do dia seguinte. O que não quer dizer que não seja bom sonhar.

Mas como disse alguém de que eu não me recordo, "Apatia é morte" e a cada dia mata-nos mais um bocado.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A rapariguinha de 15 anos dentro de mim


Twilight... Crepúsculo...

Um livro de Stephenie Meyer que marca a minha existência.
Conheci este livro através de um outro blog entretanto extinto. O autor do blog tomou conhecimento do livro pela namorada, que lhe descreveu o livro com uma expressão de alegria estampada no rosto. E eu pensei... Porque não?

Este é um romance como tantos outros entre um rapaz e uma rapariga, sendo que esta última também é o narrador. Até aqui nada tem de especial este livro em relação a tantos outros, exceptuando o pequeno facto de que o rapaz na verdade é um Vampiro.
É neste romance mágico que se desenrola uma história de amor, acompanhada por elementos mágicos bem conhecidos da mitologia da ficção científica. A ideia do Vampiro neste romance é de uma fuga ao estereótipo retrato do vampiro sangrento e é-nos apresentado um vampiro "alternativo", um vampiro capaz de sentir bondade e paixão, um vampiro que resiste à sede de beber o sangue de humanos, um ser incrivelmente poderoso a viver uma aparente vida de humano.

A escrita da autora surpreendeu-me. Os espaços são descrevidos como quadros pintados por um pintor visionário. As emoções são descritas como doce gelado ao fim da tarde. A história é tão imersiva, que me vi na pele do personagem, na sua busca pela compreensão de um novo mundo que acabara de descobrir e nos sentimentos arrebatadores que sente pelo belo vampiro.
Senti-me alegre, contente, risonho, intrigado, surpreendido, depressivo e finalmente feliz. Ou não seja um romance sinónimo de happy ending.

A história de amor de Bella e Edward é o meu conselho para aqueles que têm um coração mole para uma bela história de amor.

Este é o primeiro livro da trilogia Luz e Escuridão.

Stephenie Meyer

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Bule?

"Mais vale um pássaro na mão que dois a voar"

Conheci eu um senhor chamado Joaquim Perfeito. Depois conheci um senhor chamado António Serralheiro. E algures entre conhecer estes dois senhores conheci uma senhora chamada Josefina Osório

E então pus-me a pensar...
Qual será o impacto psicológico de um apelido?

Ao nascermos não pudemos decidir qual o nosso nome ou apelido. Está certo que no futuro o pudemos mudar mas.. a menos que estejamos no programa de testemunhas a fugir de um maníaco homicida que carrega nos "erres", em princípio aceitamos o legado que os nossos pais nos deram.

Alguns sobrevivem a primária e os 2º/3º ciclos porque têm um apelido normal, simpático e que não chama a atenção. Outros ficam com uma piada associada como um autocolante colado à sobrancelha, bastante difícil de sair. O que podem eles fazer? Ou serem definidos pelo apelido, perdendo por completo o 1º nome (ficando este apenas conhecido pelos pais e pelas professoras) ou aprender a brincar com o próprio apelido.
O Hugo Coelho passa a ser o Coelho.
O Fábio Gerardo passa a ser o Gerardo (ou o fininho >_>)
A Sónia Quaresma é chamada de cigana.
A Ágata Larssen é parente distante do jogador Sueco.
O Pacheco é pacheco (tá implícito)
err.. etc.

Claro que por muito que avancemos na vida, seja na universidade ou no trabalho.. estamos sempre na primária. A condição humana por muito que evolua, apega-se sempre ás suas memórias mais básicas de infância. Porque sim, somos sempre uns grandes putos.

Apesar de estarmos numa sociedade em que existem cada vez menos casamentos.. pensem aqui comigo...
Sendo o casamento a última meta (ou grau de intimidade) de um casal, será que os futuros noivos pensam nos apelidos?
Existem os casais que ficam com o apelido da mulher, mas verdade seja dita, é o apelido do homem que vigora em praticamente todos os casamentos e é em si que está o fardo de carregar o nome da família e a sua honra para a próxima geração.
E sendo assim ao conhecer uma Cíntia Cebola ou uma Mafalda Chambino ou uma Joana Batata não será um imediato turnoff (aka CTI)? Ou para as moças que conhecem um Nuno Monho, José Onofre ou um Amílcar Rabanadas, será que irão realmente querer perpetuar um apelido que as incomoda e o passar para o seu primogénito?
Será que o amor conquista tudo?

Meditem sobre este pedaço de pensamento crítico..

Queria ainda deixar um cumprimento aos nomes típicos de família portuguesa, aos Silva, aos Sá, aos Marques, aos Pinto, aos Nunes, aos Oliveira, aos Ramos, aos Rodrigues, aos Rocha, aos Gomes, aos Pais, aos Araújo, aos Lemos;

e a vós vos Saúdo, aos Coelho, aos Sardinha, aos Peçanha, aos Rebocho, aos Cebola, aos Chambino, aos Ferrão, aos Abrantes, aos Brasil, aos Mateus, aos Gerardo, aos Bule e a todos os outros.


Bibliografia Adicional- Wikipédia

PS: Companhia masculina disponível para a passagem de ano aqui

sábado, 27 de outubro de 2007

Almofada e Cobertores


Ia falar de sexo, mas lembrei-me de outra coisa.

Como muitos de vocês conhecem o meu quarto - na verdade quase ninguém, por alguma razão só conhecem o porta bagagens do meu carro... - sabem que ele.. é pequeno.

Invocar a imagem de uma caixa de fósforos combinada com os itens apreendidos nos armazéns da ASAE, não descreve com exactidão a variedade de lixo que habita o meu quarto.

Porque é que o meu quarto é lame?

Notem na imagem os lençois dos 101 dálmatas.. só se for pra levar a Lassie pra cama senão não me parece que vá ter muita acção...
O copo e garrafa de água, certamente prenúncios de uma incontinência, quem é que se aproxima de um adulto com fraldas? Ninguém!!

Um pequeno corredor é a única coisa que me "impede" de saltos encarpados pra cima da cama sempre que quero dormir.

Tenho uma estante cheia de folhas soltas, canecas, cakes de cds.. uma data de peluches, mais folhas, meias e cuecas, emblemas do meu traje.. caos total.

Para complementar, tenho 2 caixas atrás da porta, onde guardo ténis, tinteiros de impressora e uma bola de basquete. Porque estou eu a dizer isto?

Porque a minha mãe decidiu comprar um bengaleiro. Ora não chegava ja a bela da minha cadeira ainda vou meter um cabide no quarto, para encafuar.. sei la onde.. A logística é simplesmente diabólica!
Qualquer dia acordo com um braço a segurar os tenis e a minha prancha de bodyboard a fazer de cobertor...

>_>

domingo, 21 de outubro de 2007

A Garagem da Vizinha

Devido ao vasto número de stalkers, já não consigo manter este blog privado e sendo assim.. tenho que guardar os meus mais íntimos pensamentos no meu Moleskin preto, o meu mais íntimo refúgio, na segunda gaveta da minha secretária.

Fama..

.. não é tão inebriante?

Destacarmo-nos no nosso grupo de amigos, no dia a dia, ao conhecer novas pessoas. Cada um tem o seu cunho pessoal para atingir a fama. Seja sendo o líder natural do grupo, a pessoa com uma opinião válida e consciencializada, o boémio que com 2 copos de sangria salta para o grande palco, o engraçado sempre cheio de piadas "engraçadas", o aluado, o marrão, o problemático, o depressivo, o queimado, etc.

Tantas etiquetas, tantas e variadas personalidades, o que têm em comum?

Todos cultivam uma imagem. E sendo que nem todos procuram a aceitação e reconhecimento do grupo, querem ser reconhecidos pelo que se auto-definem, pelo que acreditam ser, pela sua individualidade.

E o que há pior do que não se destacar? What's worse than fadding into the grey?

Lutar pela individualidade, extravasar o que nos vai no âmago, senão.. seremos todos uns soldadinhos de chumbo em fila.. uma data de playmobils..

>_>