Períodos de extrema felicidade e completa desilusão.
Creio que todos nós representamos um tipo de pessoa. Mais. Um tipo de situação.
Aceitando que somos tudo menos unidimensionais e que temos vários aspectos da nossa personalidade aos quais acedemos conforme a situação, a verdade é que nós mesmos podemos definir a situação ou potenciá-la.
Nós mesmos ou as pessoas com quem nos encontramos representamos um determinado tipo de disposição que varia consoante os elementos que compõem o grupo.
Explicado por miúdos...
Um grupo em que existe um elemento com uma designação diferente das dos outros suscita curiosidade e leva a que os outros discutam o que conhecem sobre essa designação e procurem saber mais sobre esta.
Um atleta de, por exemplo, atletismo suscitará curiosidade sobre o seu plano de treinos, alimentação, resultados desportivos e conciliação com outros aspectos da sua vida.
O aspecto de uma pessoa suscitará curiosidade, onde se podem pôr à prova rótulos e compreender as motivações da pessoa para se vestir desse modo, seja ela gótica, hippie, chunga, etc.
Quanto a ideologias, pode ser o mais prazeiroso de discutir, pois temos visões diferentes ou parecidas sobre várias situações no mundo e argumentar faz com que criemos laços facilmente ou conheçamos uma nova abordagem ao assunto em questão.
As atitudes levam a um comportamento diferente, um comportamento em que não desejamos conhecer coisas novas, mas ficar embevecidos pelo clima criado, seja ele basofe, diversão, raiva sobre algo ou de pacata discussão.
Tal como num grupo de homens geralmente falar de futebol é um tema comum onde um indivíduo se pode imiscuir, quando um indivíduo tem uma determinada representação, o grupo pode vir a conhecer mais sobre essa realidade.
Nós tanto somos indivíduos multifacetados que procuram aprender novas coisas com novos indivíduos, como somos indivíduos que damos a conhecer uma parte nós e caracterizados como referência no assunto a ser debatido.
A favor ou contra, se o objectivo for conhecer e perceber, conversar com uma pessoa de motivações diferentes ou parecidas é sempre enriquecedor.
sábado, 9 de agosto de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
O jogo mais difícil do mundo

Para um dia de trabalho muito secante
Para encher o corpo de adrenalina
Para testar a paciência
Para testar quanto tempo jogam até irem buscar a caçadeira e rebentarem com o ecrã.
É divertido, é desafiador, aconselho a experimentar
PS: Vocês não vão chegar ao nível 30 *Wicked laughter
http://www.addictinggames.com/theworldshardestgame.html
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Tristeza
Hoje estou triste.
Porque partiste numa demanda na busca do arco-íris e me deixaste na escuridão, sem nada mais que um adeus.
Porque permaneces na escuridão e eu sobre uma luz que não brilha mais.
Porque o violino não toca mais a nossa canção.
Porque o ar é tudo o que consigo agora abraçar.
Porque me atormentas em sonhos, sabendo que estás no outro lado da Lua onde eu não te posso tocar.
Lamento os resultados da roda do destino, pois se tu sofres, eu sofro por ti.
Eternamente... vagueio
Porque partiste numa demanda na busca do arco-íris e me deixaste na escuridão, sem nada mais que um adeus.
Porque permaneces na escuridão e eu sobre uma luz que não brilha mais.
Porque o violino não toca mais a nossa canção.
Porque o ar é tudo o que consigo agora abraçar.
Porque me atormentas em sonhos, sabendo que estás no outro lado da Lua onde eu não te posso tocar.
Lamento os resultados da roda do destino, pois se tu sofres, eu sofro por ti.
Eternamente... vagueio
sábado, 12 de abril de 2008
Uma noite complicada
Entrei hoje de manhã
um bocado atrofiado
nem a chave consegui girar
nem aguentar no estômago o vomitado.
Cheguei mal
cheguei grogue
cheguei todo zonzo
Cheguei todo mal disposto
De estar a ouvir tocar o Gonzo
As pernas tremiam por todo lado
Portava-me que nem um palhaço
Não conseguia tar calado
Acordei a vizinha com um estardalhaço
Não fui eu, foi a planta
que se inclinou para cima de mim
Estava eu apenas a passar
a pensar na rosa, no lilás e no jasmim.
Oh que grande confusão
A velha é uma histérica
Não há homem que coma
Não há homem que açoite
Aquela velha pindérica.
Tudo estava a começar
Naquele maldito jantar de turma
Tínhamos que beber de penalti
Por cada refugiado no Darfur, Tibete e Burma.
Foi uma grande folia
Foi uma grande confusão
Debaixo da mesa escondia-se a Maria
Empoleirado no candeeiro gritava o Brunão.
O Francisco Figueiredo
Era o melhor surfista do mundo.
O Diogo dava-lhe uns toques
Mas ficava sempre em segundo.
Saímos para fora
Estava uma bela brisa e um céu estrelado
"Queremos beber!" gritou o Che
"Não te preocupes o Bairro Alto é logo ali ao lado"
Daí fomos de imperial em imperial
Tal tarzan em lianas
Quando chegámos ao Lux
Já estávamos todos bezanas.
Boys noize é hoje!
Exclamou o Egas exaltado
Música, gostosas
E muito bagaço marado
O Gonçalo travou amizades
com uma menina do balcão
No minuto seguinte estavam os dois agarrados
Transando na área da arrecadação
Onde estava eu?
Estava bem aconchegado
Sentado no sofá
A controlar todo aquele pecado.
Com um whisky cola
E uma coluna ao meu lado
Solucionando enigmas
Descobrindo qual o interruptor desligado.
A música a bombar
Estava então tudo bem
Só faltava a minha babe
Para estar no além.
Boys Noize acabaram
a sua música especial
Apludimos, gritámos
Insuspeitos de que estava para vir o mal.
Pegou na mesa de mistura
Aquele demónio de cabelo apaneleirado
Tava com os olhos vermelhos
Tava todo pastilhado.
Começou a mixar
Não sabia o que fazer
Todo mundo fez cara feia
Até a pontar da unha tava a doer.
Fugimos todos então
Com o sol a raiar
metemo-nos todos no carro da João
Tava um frio de rachar.
De então agora é um branco
Não me consigo lembrar
Só que aterrei neste belo prédio
De cabeça para o ar
Finalmente entro em casa
Com cara de poucos amigos
Os meus pais a saírem para o emprego
Ah tou mesmo bem fodido(s).
O que atrás foi referido em nada representa os pensamentos do autor, enquanto está sóbrio pelo menos...
um bocado atrofiado
nem a chave consegui girar
nem aguentar no estômago o vomitado.
Cheguei mal
cheguei grogue
cheguei todo zonzo
Cheguei todo mal disposto
De estar a ouvir tocar o Gonzo
As pernas tremiam por todo lado
Portava-me que nem um palhaço
Não conseguia tar calado
Acordei a vizinha com um estardalhaço
Não fui eu, foi a planta
que se inclinou para cima de mim
Estava eu apenas a passar
a pensar na rosa, no lilás e no jasmim.
Oh que grande confusão
A velha é uma histérica
Não há homem que coma
Não há homem que açoite
Aquela velha pindérica.
Tudo estava a começar
Naquele maldito jantar de turma
Tínhamos que beber de penalti
Por cada refugiado no Darfur, Tibete e Burma.
Foi uma grande folia
Foi uma grande confusão
Debaixo da mesa escondia-se a Maria
Empoleirado no candeeiro gritava o Brunão.
O Francisco Figueiredo
Era o melhor surfista do mundo.
O Diogo dava-lhe uns toques
Mas ficava sempre em segundo.
Saímos para fora
Estava uma bela brisa e um céu estrelado
"Queremos beber!" gritou o Che
"Não te preocupes o Bairro Alto é logo ali ao lado"
Daí fomos de imperial em imperial
Tal tarzan em lianas
Quando chegámos ao Lux
Já estávamos todos bezanas.
Boys noize é hoje!
Exclamou o Egas exaltado
Música, gostosas
E muito bagaço marado
O Gonçalo travou amizades
com uma menina do balcão
No minuto seguinte estavam os dois agarrados
Transando na área da arrecadação
Onde estava eu?
Estava bem aconchegado
Sentado no sofá
A controlar todo aquele pecado.
Com um whisky cola
E uma coluna ao meu lado
Solucionando enigmas
Descobrindo qual o interruptor desligado.
A música a bombar
Estava então tudo bem
Só faltava a minha babe
Para estar no além.
Boys Noize acabaram
a sua música especial
Apludimos, gritámos
Insuspeitos de que estava para vir o mal.
Pegou na mesa de mistura
Aquele demónio de cabelo apaneleirado
Tava com os olhos vermelhos
Tava todo pastilhado.
Começou a mixar
Não sabia o que fazer
Todo mundo fez cara feia
Até a pontar da unha tava a doer.
Fugimos todos então
Com o sol a raiar
metemo-nos todos no carro da João
Tava um frio de rachar.
De então agora é um branco
Não me consigo lembrar
Só que aterrei neste belo prédio
De cabeça para o ar
Finalmente entro em casa
Com cara de poucos amigos
Os meus pais a saírem para o emprego
Ah tou mesmo bem fodido(s).
O que atrás foi referido em nada representa os pensamentos do autor, enquanto está sóbrio pelo menos...
quinta-feira, 27 de março de 2008
Ode à boa disposição
O nonsense
Forma irresponsável de não levar a vida com a seriedade devida, ou veículo de boa disposição na sua mais livre forma de expressão?
Eu abraço o nonsense, exagero por vezes mas sinto-me livre ao deixar a minha imaginação correr como uma gazela a fugir de um leão cinzento.
Porque não pensar porque é que o Capitão Roby não sofreu nenhuma tentativa de assassinato, já que se meteu com tantas mulheres casadas?
Porque não chegar ao pé de um grupo de amigos e recitar uma estrofe do Porco?
Porque não começar a dançar na rua ao som de uma música que está apenas e só na nossa cabeça.
Porque não gritar "You take no mushroom" ao matar ogres no WoW?
Porque não chegar ao pé de um grupo de raparigas e lhes perguntar se vêm o Lost?
Tão refrescante e motivador que é estar com pessoas que compreendem e partilham uma visão alternativa da realidade.
Tão desencorajador olhar para uma face e ver a sua recusa para abrir os horizontes, os músculos da cara a contraírem-se em uma carantonha de incompreensão, estranheza e "este gajo é masé maluco".
Essas pessoas representam o cinzento onde a sua imaginação não vai além de objectivos reais.
Cores vivas, paz, amor e felicidade.
4 8 15 16 23 42
=)
Forma irresponsável de não levar a vida com a seriedade devida, ou veículo de boa disposição na sua mais livre forma de expressão?
Eu abraço o nonsense, exagero por vezes mas sinto-me livre ao deixar a minha imaginação correr como uma gazela a fugir de um leão cinzento.
Porque não pensar porque é que o Capitão Roby não sofreu nenhuma tentativa de assassinato, já que se meteu com tantas mulheres casadas?
Porque não chegar ao pé de um grupo de amigos e recitar uma estrofe do Porco?
Porque não começar a dançar na rua ao som de uma música que está apenas e só na nossa cabeça.
Porque não gritar "You take no mushroom" ao matar ogres no WoW?
Porque não chegar ao pé de um grupo de raparigas e lhes perguntar se vêm o Lost?
Tão refrescante e motivador que é estar com pessoas que compreendem e partilham uma visão alternativa da realidade.
Tão desencorajador olhar para uma face e ver a sua recusa para abrir os horizontes, os músculos da cara a contraírem-se em uma carantonha de incompreensão, estranheza e "este gajo é masé maluco".
Essas pessoas representam o cinzento onde a sua imaginação não vai além de objectivos reais.
Cores vivas, paz, amor e felicidade.
4 8 15 16 23 42
=)
quinta-feira, 6 de março de 2008
Poemas...
Inspirações são assim... vão e vêm... (as minhas fazem um interrail até voltarem >_>)
Gostava de dedicar este post a uma menina de quem eu gosto muito que me contou histórias sobre a vida académica e o tempo do antigamente e me enche a minha quota diária de escárnio e mal-dizer. Ela vagueia no mundo paralelo a que chamam de hi5 mas eu perdoo-a
Ela é uma menina que cresceu numa zona problemática do Paquistão mas conseguir chegar a Portugal num camião televisivo aquando das coberturas televisivas da guerra no Afeganistão.
Toda a gente lhe chama Mafalda, mas eu chamo-lhe Madrinha.
O porco
O porco ri
O porco chora
O porco sorri
O porco te adora.
O porco tem chouriço
O porco tem orelha
O porco é metediço
O porco olha-te de esguelha
O porco tem pernil
O porco banha
O porco não está senil
O porco ainda tem muita manha
O porco é matreiro
O porco é maroto
O porco é doentio
O porco é um escroto
O porco te acena
O porco te alicia
O porco está confiante
na sua malícia.
Disclaimer: nenhum objecto de borracha foi utilizado na concepção deste post.
Gostava de dedicar este post a uma menina de quem eu gosto muito que me contou histórias sobre a vida académica e o tempo do antigamente e me enche a minha quota diária de escárnio e mal-dizer. Ela vagueia no mundo paralelo a que chamam de hi5 mas eu perdoo-a
Ela é uma menina que cresceu numa zona problemática do Paquistão mas conseguir chegar a Portugal num camião televisivo aquando das coberturas televisivas da guerra no Afeganistão.
Toda a gente lhe chama Mafalda, mas eu chamo-lhe Madrinha.
O porco
O porco ri
O porco chora
O porco sorri
O porco te adora.
O porco tem chouriço
O porco tem orelha
O porco é metediço
O porco olha-te de esguelha
O porco tem pernil
O porco banha
O porco não está senil
O porco ainda tem muita manha
O porco é matreiro
O porco é maroto
O porco é doentio
O porco é um escroto
O porco te acena
O porco te alicia
O porco está confiante
na sua malícia.
Disclaimer: nenhum objecto de borracha foi utilizado na concepção deste post.
terça-feira, 4 de março de 2008
A vegetação nas cidades.
Ouvir Sara Tavares enquanto lê este post aumenta consideravelmente a sua sensação de bem estar. (Varia de pessoa para pessoa, não recomendado a grávidas ou bebés com idade inferior a 18 meses).
É tão interessante ver uma nova urbanização a desenvolver-se... desde os buracos fundos para alicerçar os prédios, ao alcatroamento das estradas de acesso, ao empedrejamento das ruas onde as famílias irão andar, seja para passear à volta da urbanização, uma ida ao parque de diversões para os petizes ou os metros que distanciam a entrada da garagem da porta do seu lar.
Com uma nova urbanização vem um pedaço privacidade do emprego, do rebuliço do dia-a-dia, do mundo exterior. Vem o subúrbio onde os filhos podem ser protegidos do "fumo" da cidade e se divertirem com as outras crianças, desse subúrbio.
Temos então um lugar estéril, cheio de betão armado com algumas árvores plantadas para dar o efeito de vizinhança, onde em nada se difere de um outro prédio ou casa senão por estar mais recluso do rebuliço.
Mas divago...
Com as construções permanentes que observamos no dia-a-dia, vemos mais um prédio, centro comercial ou lar de idosos a ser construído. Mas... o que é que isso destroi?
Talvez por uma nostalgia estranha, vejo as vegetações, não as relvas e árvores todas alinhadas e bem tratadas, mas os arbustos selvagens e terrenos descampados como parte da história da cidade e ao vê-los ser sistematicamente substituídos por construções faz com que tenha um sentimento estranho dentro de mim.. Onde foi o terreno entre prédios onde jogava à bola? As vegetações selvagens de onde perdi algumas bolas e muitas horas a desbravar numa bela tarde de Verão?
Simples nostalgia, não contra o avanço do tempo.
Pensamento: Olhem à volta da vossa casa e procurem algum pedaço de vegetação que permaceça bravio. Depois olhem á volta. Não sentem o tempo a passar entre a vegetação e a urbanização? Não sentem que os prédios vieram invadir um espaço selvagem?
É tão interessante ver uma nova urbanização a desenvolver-se... desde os buracos fundos para alicerçar os prédios, ao alcatroamento das estradas de acesso, ao empedrejamento das ruas onde as famílias irão andar, seja para passear à volta da urbanização, uma ida ao parque de diversões para os petizes ou os metros que distanciam a entrada da garagem da porta do seu lar.
Com uma nova urbanização vem um pedaço privacidade do emprego, do rebuliço do dia-a-dia, do mundo exterior. Vem o subúrbio onde os filhos podem ser protegidos do "fumo" da cidade e se divertirem com as outras crianças, desse subúrbio.
Temos então um lugar estéril, cheio de betão armado com algumas árvores plantadas para dar o efeito de vizinhança, onde em nada se difere de um outro prédio ou casa senão por estar mais recluso do rebuliço.
Mas divago...
Com as construções permanentes que observamos no dia-a-dia, vemos mais um prédio, centro comercial ou lar de idosos a ser construído. Mas... o que é que isso destroi?
Talvez por uma nostalgia estranha, vejo as vegetações, não as relvas e árvores todas alinhadas e bem tratadas, mas os arbustos selvagens e terrenos descampados como parte da história da cidade e ao vê-los ser sistematicamente substituídos por construções faz com que tenha um sentimento estranho dentro de mim.. Onde foi o terreno entre prédios onde jogava à bola? As vegetações selvagens de onde perdi algumas bolas e muitas horas a desbravar numa bela tarde de Verão?
Simples nostalgia, não contra o avanço do tempo.
Pensamento: Olhem à volta da vossa casa e procurem algum pedaço de vegetação que permaceça bravio. Depois olhem á volta. Não sentem o tempo a passar entre a vegetação e a urbanização? Não sentem que os prédios vieram invadir um espaço selvagem?
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